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Quando a alma adoece, o corpo também adoece.

A alma fica doente quando se afasta da sua natureza.
É como uma flor arrancada da terra. Devagar murcha e morre.

Assim acontece com o Ser, quando arrancado da sua própria natureza: sofre, adoece e morre.

A sua natureza é seu jeito de ser, sua forma única de se expressar, seus gostos, seus dons. Muitas vezes não aceitamos esta natureza. Ambicionamos outra. Passamos a desejar possuir os dons, os jeitos, a vida daquele que admiramos, que consideramos superior a nós. Então, nos afastamos do jardim da nossa alma e nos colocamos em um outro lugar que não é nosso, que não possui o alimento capaz de nos fazer crescer e trazer felicidade.

Assim, ficamos como a flor arrancada da terra.

Podemos durar algum tempo até que a doença atinja o corpo, pois para ele manter-se saudável precisa ser alimentando pela luz da alma que o habita. Na ausência desta luz tudo se apaga, tudo definha e caminha para a morte. Mas, assim como a planta que é arrancada da terra, nós também podemos nos ligar novamente à natureza e voltar a viver na ligação com a sua força.

Fazer o caminho de volta a nós mesmos, no retorno a nossa natureza, permitirá que a cura caminhe para todos os níveis do Ser: desde o emocional, quando passamos a nos sentir mais tranqüilos e felizes; no nível físico, quando deixamos de nos agredir e nos cobrar; e finalmente o espiritual, quando nos aceitamos como sendo criação de Deus.

Este é o caminho da Essência do Ser.

Mariliz Vargas Straube