A grande maioria dos seres humanos, já viveu ou vive no orgulho. Ele se apresenta em diversos momentos da vida. Aparentemente, trazendo uma autovalorização, mas na verdade, quem o vive, carrega grande peso dentro de si, pois não experimenta a leveza da humildade, do reconhecer-se humano, na igualdade com o seu semelhante.

O orgulho também traz sofrimentos, pois quem assim age, deixa de viver momentos que poderiam ser plenos, alegres e, por “não dar o braço a torcer”, muitas vezes acaba por não compartilhar a vida com pessoas que ama, ou amou, criando uma muralha entre si e o outro, o que na verdade, gera muita tristeza.

A pessoa que reconhece seus erros, suas limitações, aceitando que não é perfeita, colocando-se na igualdade com o seu semelhante, consegue viver longe do orgulho e perto da humildade do seu coração, permitindo assim, sentir a leveza de ser quem é.

Para a pessoa orgulhosa transpassar a barreira que o orgulho impõe, não é uma tarefa fácil. Porém, quando começa a dar seus primeiros passos, na direção de ir vencendo cada situação que a vida coloca à sua frente, tem a oportunidade de viver em paz.

Por isso, se você percebe que deixou de viver muitos momentos em sua vida por causa do orgulho, deixando passar oportunidades, como por exemplo, de dizer o que sente a um amigo, a um pai, a uma mãe, a um filho, o primeiro passo é reconhecer isso dentro de você. Procure dar mais ouvidos ao que o seu coração diz, do que a sua mente grita e vá experimentando fazer diferente, em pequenas atitudes do seu dia a dia. Uma a uma. Comece por aquilo que não parece tão grande e à medida que for experimentando não dar mais ouvidos para o seu orgulho, você vai se fortalecendo, sendo assim capaz de dar passos maiores e viver livre daquilo que o afasta da sua essência e do seu coração.

Não tenha receio, tenha fé e acredite que é possível. Lembre que a única certeza que temos nesta vida, é o dia de hoje. Por isso, viva-o como se fosse o último, para não se arrepender depois.

Tereza Cristina S. Munhoz da Rocha

Flores