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Diversos & Relacionamentos admin em 10 Fev 2010

CARÊNCIA AFETIVA

A carência afetiva, na maioria das vezes, tem servido de justificativa para a fraqueza da pessoa que não se permite aguentar as pressões da vida e cai na tentação que mais lhe convém. Este termo hoje tem se tornado comum para camuflar a preguiça, a moleza e a tentativa de dispersar-se do seu próprio querer.

A pessoa que se diz carente, declara-se sem condições de sustentar a sua própria vida e justifica assim, suas atitudes, muitas vezes imaturas e descabidas. Tantas vezes, ainda, culpa o outro pelos erros que são seus, como se o outro, mais capaz, o tivesse abandonado. E não há dúvida que carência afetiva está ligada ao sentimento de abandono.

Neste caminho a pessoa vai abdicando da sua força na tentativa de garantir a presença daquilo ou daquele que é capaz de lhe dar a segurança e o conforto, tão necessários à sua sobrevivência.

Essa é a fala do auto engano. É o Ser querendo convencer-se que é frágil e fraco, buscando assim, manter seu conforto perto de si. É sinal de grande imaturidade emocional e espiritual, pois condiciona a própria existência a uma outra força além daquela que lhe é interior. É a fraqueza no contato com a vida. Representa aquele que precisará eternamente viver abraçado com seu “ursinho de pelúcia”, pois o mundo é muito difícil, muito cruel e até muito real para ele. É a negação de toda a força que nos foi dada por Deus para viver neste mundo e resolver tudo o que precisa ser resolvido, e entregar a Ele aquilo que está além de nós.

Aquele que declara que agiu desta ou daquela maneira, porque “estava tão carente”, esconde-se de si e da sua própria escolha. Condena-se, assim, a viver afastado da sua força interior, do seu poder maior que lhe foi dado por Deus: o da sua vontade, do seu querer e da sua capacidade de viver tudo que esta vida lhe apresentar.

Orientação

Olhe para dentro de si e perceba quanta força você possui para viver tudo o que te acontece. Deus jamais lhe daria um problema, nem o colocaria frente a uma situação, se você não tivesse forças para vivê-la.

A carência afetiva vivida na luz, nos apresenta o outro lado desta situação: mostra o imenso potencial de amor e afetividade que possui esta pessoa. Viver na luz este sentimento significa também, deparar-se com a capacidade de doar-se ao outro, de amar a vida e tudo que nela existe, pois, na medida em que isto acontecer, a sensação de carência dará lugar a força e a plenitude no viver.

Mariliz Vargas

Diversos & Relacionamentos admin em 06 Fev 2009

HOJE É O DIA DE SER FELIZ

Se você está sozinho, e espera que o momento de ser feliz seja quando terá ao seu lado a pessoa amada, saiba:

Hoje é seu dia para ser feliz…

Se você não conseguir ser feliz hoje, com sua vida do jeito que ela é, por mais que ela não seja o que você gostaria, como conseguirá ser feliz quando a pessoa que espera chegar? Ela lhe trará a felicidade? É dela o poder de tornar a sua vida feliz?

Cuidado, ninguém sustenta a felicidade de ninguém, sem pagar um alto preço por isso.

Por isso, tome consciência, de que:
É hoje o dia de ser feliz…

Para que quando esta pessoa chegar, venha a somar a sua felicidade com a dela, com equilíbrio, com maturidade, com paciência… que é o único terreno capaz de verdadeiramente permitir florescer o amor.

Mariliz Vargas Straube

Relacionamentos admin em 23 Out 2008

CIÚME - O flagelo de uma relação

Infelizmente, é comum na vida de muitos casais, as cenas de ciúme. Aos poucos elas vão desgastando a relação, acabando com finais de semana e momentos que poderiam estar sendo desfrutados a dois.

Quando o ciúme torna-se exagerado, pode levar o casal a viver situações de extrema violência e também acabar em separação. Este sentimento, pode parecer a olhos desavisados, excesso de amor. Este é um engano comum. O ciúme na verdade, reflete a falta de amor, mas do amor por si mesmo. Ama-se mais o outro do que a si e neste desequilíbrio, cria-se este sentimento chamado ciúme. E também é sabido, que não é possível amar verdadeiramente o outro se não amamos a nós mesmos, por isso, a pessoa ciumenta se comporta de maneira tal que leva aquele a quem ama, constantemente, ao sofrimento.

Problemas com o ciúme podem se arrastar durante anos, sem solução. Cada um dos parceiros vai criando maneiras distorcidas de viver, para não provocar este sentimento. É importante deixar claro que, apesar do ciúme se manifestar na relação a dois, ele nasce na individualidade de cada um. Ele vem de um ponto de insegurança e de um grande desamor por si mesmo, que vai construindo na mente ciumenta, a ilusão de que a sua segurança virá quando o outro o amar de verdade. Esta é a raiz do ciúme doentio. A pessoa tem convicção de que a culpa pela sua insegurança é o comportamento e as atitudes da pessoa amada.

Para se libertar do ciúme é preciso tirar os olhos que se dirigem exclusivamente para o companheiro e começar a voltá-los para si mesmo. Inicialmente reconhecendo suas dificuldades, assumindo a sua insegurança, para assim, começar a superá-la realmente. Mas, devemos dizer que este movimento não é fácil para o ciumento, pois ele está muito focado no outro. Por isso é tão comum uma pessoa que sofre deste mal, procurar ajuda somente quando a pessoa amada ameaça abandoná-la, ou mesmo quando já o fez. O desespero a leva, então, a buscar ajuda e dar assim, uma chance ao desenvolvimento de uma maneira mais saudável de lidar com a vida. Poderá, desta forma, atingir o ponto onde o ciúme é vivido de uma forma natural, que é aquela que dá o tempero da relação e é reflexo do cuidado, do valor e do zelo que se tem pela pessoa a quem se dedica tanto amor.


Mariliz Vargas Straube

Relacionamentos admin em 15 Set 2008

RESPEITO - A prática do amor

É interessante notar que, na maioria dos relacionamentos humanos, o amor está presente. Vemos que cada um, do seu jeito, sente amor pelo parceiro, filho, amigo ou parente.

Mas por que, apesar deste sentimento, o conflito, as brigas e desentendimentos passam a ser, muitas vezes a rotina destas relações?
Porque, na grande maioria dos casos, falta a prática do amor, que é, na verdade, o respeito. Aprender a praticar o respeito, é o que poderá levar a paz para uma relação de amor. Por isso não basta amar – é preciso respeitar, é preciso praticar o amor na forma do respeito.

Vivemos muitas vezes tão próximos do outro, que passamos a considerar nossa, a vida dele; desejamos tanto que ele faça o certo, que ele seja feliz, que ultrapassamos o nosso limite na tentativa de fazer tudo por ele; nos adiantamos, por vezes, ao pedido do outro, tantas vezes abdicando da nossa própria vida, para satisfazê-lo. Perceba como existe o amor na essência de cada uma destas atitudes. Muitos consideram que o problema está em sentir amor demais. Mas sabemos que amar nunca é demais. O que não pode acontecer é o sentimento vivido sem a prática do respeito, na ausência da noção da diferença e do direito à individualidade. E o amor vivido sem este ingrediente precioso, acaba conduzindo ao conflito, à ingratidão e ao sentimento de desamor. Por isso, o respeito é uma lição fundamental no aprendizado da vida. Pois a capacidade de amar nasce conosco, é o que nos define e constitui a nossa essência. Amar um filho, um irmão, um pai, um parceiro, um amigo é natural, mas respeitar esta pessoa a quem nos dedicamos tanto, precisa ser aprendido. Primeiramente aprendendo a respeitar a nós mesmos, os nossos limites, as nossas possibilidades reais, ou seja, a nossa verdade.

Vemos hoje em dia, muitas barbaridades serem realizadas em nome do amor. Isto acontece porque o amor na ausência do respeito, leva o ser humano a atitudes violentas, absurdas, a se apossar da vida do outro, a negar a sua autonomia e o seu direito de ser quem é. E estas atitudes estão completamente em discordância com este sentimento sagrado.

Nascemos com a capacidade de amar, esta é a luz que nos ilumina e alimenta a alma. Mas esta luz precisa ser ampliada durante nossa vida humana. A aprendizagem do respeito tornará a sua luz interior, cada vez mais forte, mais luminosa e mais próxima de Deus e permitirá, também, que os seus relacionamentos sejam vividos cada vez mais no amor, na paz e na alegria.

Mariliz Vargas Straube