Diversos admin em 02 Out 2008
CONVIVENDO COM A IMPERFEIÇÃO
Um dia acordamos e nos damos conta de que não somos perfeitos.
Não sabemos tudo o que gostaríamos de saber.
Não somos a fortaleza que acreditamos ser, ou fizemos os outros acreditarem que éramos.
Não damos conta de situações que fogem do nosso controle.
Não temos a fé que gostaríamos de ter.
Não amamos como nos propusemos a amar.
E assim, poderíamos enumerar tantas outras coisas.
Aprender a conviver e ser feliz com essa nova consciência, é abrir as portas para um novo viver.
Não precisamos saber tudo, para sermos competentes. Se a cada dia, nos propusermos aprender um pouco mais, abrindo as portas para um novo saber, é o que realmente importa.
Quando descobrimos nossa fragilidade, estamos a um passo de nos tornarmos interiormente mais fortes. Pois, ao aceitarmos nossa fraqueza, nos colocamos na humildade de seres falíveis, prontos para enxergar verdades escondidas pelos véus de nosso orgulho e vaidade.
Aprender a aceitar a vida como ela é, verdadeiramente é uma benção. Deixamos de nos considerar “todo poderoso” e assim, aprender a colocar nas mãos de Deus o que é incompreensível para nossas mentes pequenas.
A fé não é simplesmente um produto mental, longe do nosso sentir. Antes de compreender a vida apenas pelos fatos reais, precisamos abrir nossos corações para sentir o invisível, o inimaginável, pois como já dizia Saint Exupéry: “O essencial é invisível aos olhos”.
A fé é uma conquista diária, dentro dos acontecimentos mais simples do viver. A verdadeira fé ilumina nosso coração, abrindo as portas para a esperança, para o novo aprendizado de sermos felizes com o que temos. Fé em nós mesmos, na vida e em Deus.
Amar significa aceitar e valorizar quem somos e o outro do jeito que se é.
E assim, vamos tirando as expectativas, aceitando as imperfeições e entrando na maturidade do viver. É a força da fé, do amor, da aceitação que abre os nossos corações para agirmos em nosso favor e sermos verdadeiramente felizes.
Somos imperfeitos, mas podemos nos tornar seres humanos melhores, mais amorosos, mais verdadeiros.
Lia Zoé S. Munhoz da Rocha
